A poucos dias da abertura do Mundial de futebol de 2026 (11 de junho), a Cidade do México voltou a ser palco de protestos de professores ligados à CNTE, a ala dissidente do sindicato dos trabalhadores da educação.
Os manifestantes exigem aumentos salariais, alterações ao sistema de pensões e a revogação de normas laborais que dizem prejudicar a classe docente. O governo mexicano já acordou um aumento de 9% com a direção sindical oficial, mas a CNTE considera a proposta insuficiente e reivindica uma subida muito superior, além da revisão da reforma do ISSSTE de 2007.
Durante as mobilizações no Paseo de la Reforma, uma das principais avenidas da capital, manifestantes derrubaram e vandalizaram figuras gigantes de futebolistas instaladas como parte da promoção do Mundial. Algumas estruturas foram despidas dos uniformes e incendiadas, num gesto simbólico contra aquilo que os professores denunciam como prioridade dada ao espetáculo desportivo em detrimento da educação pública.
O protesto ocorre num momento sensível para o México, que organiza o maior evento da FIFA em conjunto com os EUA e o Canadá. A Cidade do México receberá jogos importantes, incluindo a abertura no Estádio Azteca.
A presidente, Claudia Sheinbaum, tem defendido o diálogo, mas admite limitações orçamentais para satisfazer todas as exigências. A CNTE, por sua vez, ameaça manter as mobilizações durante a competição caso não haja avanços concretos.
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