Carlos Moedas, de 56 anos, garantiu que o projeto Benfica District não foi chumbado pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) e continua a avançar pelos procedimentos habituais da autarquia. O presidente da CML esclareceu a situação durante uma reunião pública do executivo municipal.
"Não, o projeto não foi reprovado, o projeto está a seguir os trâmites normais daquilo que é o urbanismo na cidade de Lisboa", afirmou Carlos Moedas, depois de ter sido questionado pelo vereador do Bloco de Esquerda (BE) Ricardo Moreira.
A polémica surgiu depois de João Gabriel, antigo diretor de comunicação do Benfica, ter anunciado nas redes sociais que o projeto para a zona envolvente ao Estádio da Luz tinha recebido um parecer negativo. Tanto o Benfica como a autarquia já tinham desmentido que existisse um chumbo, esclarecendo que o processo permanece em apreciação.
O Benfica entregou a versão final do projeto na Câmara de Lisboa no passado dia 18 de setembro, já com alterações sugeridas pelos próprios serviços municipais. Carlos Moedas rejeitou ainda qualquer interferência no trabalho dos técnicos da autarquia e destacou a dimensão do Benfica District. "É um projeto que é, para a cidade, importante no seu todo. É um projeto muito grande", afirmou.
O projeto prevê um investimento de cerca de 220 milhões de euros, aos quais acrescem aproximadamente 75 milhões para a expansão do Estádio da Luz. O calendário inicialmente apresentado pelo Benfica aponta para o arranque das obras em junho de 2027 e conclusão em 2029, embora o processo de licenciamento acumule já um atraso de vários meses.

















