A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, rejeitou esta quarta-feira, di1 16, a ideia de abandonar o sistema de depósito e reembolso de embalagens Volta, depois de o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, ter pedido o cancelamento “imediato” do modelo, alegando que está a provocar um “drama social sem precedentes” na capital.
À margem do debate sobre o Estado da União, em Estrasburgo, a governante salientou que a implementação do sistema decorre de compromissos assumidos por Portugal: “O sistema Volta é um sistema de retorno que é uma obrigação europeia, era uma reforma do PRR, também é uma obrigação da legislação europeia.”
Maria da Graça Carvalho lembrou ainda que modelos semelhantes estão já implementados em 19 países da União Europeia e que a solução portuguesa teve respaldo parlamentar antes da entrada em funções do atual Executivo. “Foi algo que foi aprovado por unanimidade na Assembleia da República antes até do nosso Governo, e nós executámo-lo.”
A reação surge depois das fortes críticas de Carlos Moedas ao impacto do sistema em Lisboa. O autarca pediu ao Governo que recue, apontando consequências sociais decorrentes da entrada em funcionamento do Volta. A contestação ultrapassou entretanto a esfera política: uma petição contra o sistema reunia já mais de 37 mil assinaturas, como o 24Horas adiantou esta manhã.
O Volta, recorde-se, assenta no pagamento de um depósito na compra de determinadas bebidas, valor que é recuperado quando o consumidor devolve a embalagem nos pontos próprios. Perante os pedidos para suspender o modelo, o Governo invoca agora as obrigações europeias e os compromissos do PRR para sustentar a manutenção do sistema.

















