Jeffrey Archer, escritor e antigo político britânico, morreu esta segunda-feira, aos 86 anos. Autor de êxitos como 'Kane and Abel' e 'As Crónicas de Clifton', morreu “repentinamente e pacificamente em casa”, segundo anunciou a editora HarperCollins.

Nascido em Londres a 15 de abril de 1940, Jeffrey construiu uma carreira literária de cinco décadas e vendeu mais de 300 milhões de livros em todo o mundo.

Teve também uma carreira política no Partido Conservador britânico, onde ficou conhecido tanto pelo sucesso dos seus romances como pelos vários episódios polémicos que marcaram a sua vida.

Em 2001, Archer foi condenado a quatro anos de prisão, por perjúrio e suborno de testemunhas, depois de ter mentido num processo por difamação contra o jornal Daily Star. O caso estava relacionado com acusações de que teria mantido relações sexuais com uma prostituta, alegações que o escritor sempre negou.

Antes disso, tinha chegado a ocupar cargos de destaque no Partido Conservador. Em 1985, Margaret Thatcher nomeou-o vice-presidente, mas acabou por abandonar o cargo no ano seguinte, depois de um escândalo envolvendo o pagamento de dinheiro a uma prostituta.

Apesar das polémicas, conseguiu construir uma das carreiras literárias mais bem-sucedidas do Reino Unido.

O seu último livro será publicado esta semana. Segundo a HarperCollins, Jeffrey Archer era um “mestre contador de histórias” e os seus leitores “significavam muito para ele”.

Em Portugal, a obra do escritor é publicada pela Bertrand Editora, que mantém no catálogo vários dos seus livros, incluindo 'As Crónicas de Clifton' e a série 'William Warwick'.

A atual líder do Partido Conservador britânico reagiu à morte do escritor, descrevendo a notícia como um “grande choque”.