Depois do colagénio, há uma nova sigla a conquistar clínicas de longevidade, redes sociais e rotinas de celebridades: NAD+. A molécula, naturalmente presente no organismo, tornou-se uma das grandes tendências do universo anti-aging, associada a promessas de mais energia e envelhecimento mais lento.
O NAD+ — nicotinamida adenina dinucleótido — é uma coenzima essencial à produção de energia nas células e participa em processos como o metabolismo, a reparação do ADN e a resposta ao stress oxidativo. Os seus níveis diminuem com a idade, o que levou investigadores e empresas a procurar formas de os aumentar através de suplementos, cosméticos e tratamentos intravenosos.
Entre os produtos mais populares estão os precursores do NAD+, como o NMN e o NR, derivados da vitamina B3, que o organismo consegue absorver e transformar. Estudos em animais mostraram resultados encorajadores: ratinhos tratados com NMN apresentaram menor fragilidade e, em certos casos, maior longevidade. Nos seres humanos, porém, os efeitos são mais modestos e inconsistentes. Há evidência de aumento do NAD+ no sangue, mas os benefícios metabólicos ou para a saúde continuam pouco claros.
Também na cosmética surgiram séruns e cremes que exploram o fenómeno. Especialistas lembram, contudo, que o NAD+ puro não atravessa facilmente a barreira cutânea e é instável, razão pela qual muitas fórmulas tentam antes estimular a sua produção natural.
Na Europa, o NMN e o NR são considerados “novos alimentos” e estão sujeitos a avaliação de segurança. E há ainda o preço: as terapias intravenosas podem custar centenas de euros, enquanto os suplementos representam uma despesa mensal sem garantia de resultados.
A conclusão é prudente: o NAD+ é uma área promissora de investigação, mas não uma fórmula comprovada para prolongar a vida. Para envelhecer melhor, não se esqueça de que é essencial uma alimentação equilibrada, exercício, sono de qualidade e uma vida social ativa.

















