O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, garantiu esta quarta-feira, dia 7, que o país vai continuar a "acertar contas" com os responsáveis pelos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023. A mensagem foi divulgada precisamente no terceiro aniversário do ataque que matou cerca de 1.200 pessoas no sul de Israel e levou ao sequestro de 251.

"A nação une-se neste dia na saudade dos nossos entes queridos. Cumprimos a nossa missão: acertámos contas e continuaremos a acertar contas com todos os assassinos", afirmou Netanyahu, numa curta mensagem divulgada por ocasião da data.

O primeiro-ministro revelou ainda ter acendido uma "vela memorial" no gabinete, em Jerusalém, "em memória de cada vítima assassinada no dia 7 de outubro pelos monstros do Hamas".

Este é o primeiro aniversário dos ataques assinalado desde o cessar-fogo alcançado há cerca de um ano entre Israel e o Hamas e a libertação dos últimos reféns que permaneciam nas mãos das milícias palestinianas. Apesar da trégua, continuam a registar-se confrontos. Esta quarta-feira, três palestinianos morreram em ataques aéreos israelitas na Faixa de Gaza, segundo fontes locais citadas pela AFP.

As Forças de Defesa de Israel afirmaram ter "neutralizado" dois "terroristas". Segundo o Exército israelita, um dos homens estaria envolvido na colocação de explosivos no Hospital Kamal Adwan, no norte de Gaza, enquanto o outro pertenceria ao braço armado do Hamas.

Israel assinalou o terceiro aniversário com várias cerimónias de homenagem. Às 06:29, hora local, foi cumprido um minuto de silêncio em Re'im, precisamente à hora em que começou o ataque ao festival de música Nova, onde morreram mais de 300 pessoas. Paralelamente, realizaram-se protestos a exigir responsabilidades pelas falhas que permitiram os ataques.

A guerra começou após os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023. A resposta militar israelita na Faixa de Gaza provocou, desde então, mais de 74 mil mortos, segundo as autoridades do enclave controladas pelo Hamas.