Benjamin Netanyahu, de 76 anos, rejeitou este domingo, dia 9, o plano norte-americano para avançar com o processo de paz na Faixa de Gaza, apesar de o Hamas ter manifestado disponibilidade para aceitar a proposta. O chefe do Governo israelita insiste que as tropas não abandonarão as atuais posições no enclave palestiniano enquanto o movimento islamita não estiver totalmente desarmado.
A proposta, promovida pela administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, previa uma série de passos destinados a fazer avançar a próxima fase do acordo para Gaza, incluindo o desarmamento do Hamas e uma retirada das forças israelitas do território palestiniano.
Netanyahu, porém, considera que a versão apresentada por Washington não responde às exigências de segurança de Israel e deixou claro que o país não se considera vinculado aos atuais termos do documento.
"Enviaram-nos um projeto. Não concordámos com ele, não é o nosso projeto. Enviámos as nossas observações", tinha explicado Netanyahu esta semana, numa mensagem em vídeo. O primeiro-ministro sublinhou ainda que Israel não retirará das atuais posições na Faixa de Gaza até que o Hamas esteja "completamente desarmado".
A posição israelita representa um obstáculo aos esforços diplomáticos dos Estados Unidos para fazer avançar o processo. O Hamas mostrou-se disponível para prosseguir com o plano apresentado pelos mediadores, mas defende que o desarmamento das fações palestinianas deve decorrer em paralelo com a retirada das tropas israelitas.
Netanyahu rejeita essa sequência. Para o Governo israelita, o desarmamento do Hamas e a desmilitarização da Faixa de Gaza são condições essenciais antes de uma retirada militar. O primeiro-ministro reiterou que, apesar da estreita relação com Washington, Israel está preparado para rejeitar propostas norte-americanas quando considerar que estas contrariam os seus interesses de segurança.
As divergências colocam novamente em evidência um dos principais pontos de bloqueio das negociações: quem deve dar o primeiro passo. Enquanto Israel exige garantias de que o Hamas entregará as armas antes de retirar as suas forças, o movimento palestiniano pretende que o processo de desarmamento seja acompanhado por uma retirada israelita.

















