O presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, deixou esta sexta-feira “o mais profundo e eterno agradecimento a Cristiano Ronaldo”, um dia depois de o avançado anunciar que deixa a Seleção Nacional. Na Cidade do Futebol, minutos antes de Jorge Jesus divulgar a primeira convocatória sem o capitão, Proença classificou a saída como “uma decisão que naturalmente respeitamos” e garantiu que “não haverá nunca uma homenagem que chegue para agradecer”.

O dirigente tratou Ronaldo por “o eterno capitão” e chamou-lhe “o melhor jogador da história do futebol português” e o “maior símbolo da alma da nossa seleção”. Disse que o avançado “foi a maior bandeira de Portugal no mundo” e que “marcou-nos a todos pela naturalidade da liderança dentro e fora do campo”. Fechou com um “obrigado por tudo, capitão!”.

Segundo a imprensa desportiva, Ronaldo avisou Proença antes de tornar pública a decisão, mas não falou com o selecionador.

O jogador do Al Nassr anunciou a saída na quinta-feira, num vídeo publicado nas redes sociais em que lê uma carta aos portugueses. A decisão chegou na véspera de uma convocatória em que, segundo a imprensa, Jorge Jesus contava com ele.

Ronaldo despede-se com 234 internacionalizações e 146 golos, dois recordes mundiais de seleções. Estreou-se em agosto de 2003 e ganhou o Europeu de 2016 e as Ligas das Nações de 2019 e 2025. O último jogo foi frente ao País de Gales, em Alvalade, a 24 de setembro, na primeira jornada desta edição da Liga das Nações. Dias depois deixou o estágio da Seleção e falhou os três jogos seguintes.

Portugal recebe a Dinamarca a 14 de novembro, em Braga, e joga no País de Gales a 17. Já está apurado para os quartos de final e precisa de um ponto para garantir o primeiro lugar do grupo.