O presidente do SC Braga, António Salvador, enviou este sábado, dia 10, uma carta aos presidentes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e do Conselho de Arbitragem (CA) em que afirma que Luciano Gonçalves "não está a liderar o sector que dirige e não está em condições de cumprir a sua função". O dirigente classifica a missiva como "o alerta derradeiro" e reclama, "sob pena de escalada", "medidas imediatas que garantam à arbitragem as condições mínimas e a salvaguarda das competições".

Na carta, da qual o clube deu conhecimento público, Salvador critica a presença do presidente do CA num estúdio de televisão, ontem à noite, "exaltado perante notícias e comentários sobre a sua vida particular e a sua situação patrimonial". O líder bracarense fala num "espectáculo surrealista" e num momento televisivo que "perdurará no anedotário do futebol nacional".

Salvador reconhece a Luciano Gonçalves o direito ao bom nome e à defesa da esfera familiar, mas sustenta que "a importância do cargo que assume não se suspende por conveniência pessoal".

O dirigente enquadra o caso num período de "agitação e instabilidade" na arbitragem portuguesa, com "divergências, intrigas e suspeições" dentro das próprias estruturas federativas. "O serviço prestado ao futebol, há que admiti-lo, piorou", escreve, garantindo que o clube tem evitado contribuir para o clamor público.