O presidente do SC Braga, António Salvador, publicou esta terça-feira, dia 4, um artigo de opinião nos jornais A Bola, O Jogo e Record em que classifica a época 2026/27 como decisiva para o futuro do futebol português, avisando que a inação deixou de ser uma opção.
Com a I Liga a arrancar esta sexta-feira, o dirigente bracarense sublinha que as decisões tomadas nos próximos meses vão condicionar o setor durante décadas. Salvador considera que a centralização dos direitos de transmissão, apesar de ter registado avanços relevantes na última época, ainda não está concluída, e que o seu sucesso dependerá dos concursos para venda dos direitos nacionais, internacionais e de produção.
Outro ponto central do texto é a exigência de um modelo de controlo económico, o chamado fair-play financeiro, que Salvador diz ser “absolutamente imperativo” de aprovar e aplicar nos próximos meses, sublinhando que o resultado desportivo não pode continuar a ser o único critério de acesso e permanência na competição profissional.
O dirigente aponta também para a necessidade de um caderno de encargos rigoroso sobre infraestruturas (estádios, relvados, balneários e zonas técnicas) sob pena de o produto centralizado ficar aquém do seu potencial, e defende maior articulação entre a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga Portugal, incluindo na proteção dos escalões de formação.
Salvador termina o artigo a lembrar que a responsabilidade da década que se avizinha para o futebol português recairá sobre todos os agentes do setor, avisando que todos serão julgados pelo que for feito esta temporada.

















