A crise instalada na arbitragem portuguesa agravou-se depois de os árbitros da principal categoria ameaçarem boicotar o arranque da nova temporada, em protesto contra declarações atribuídas ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença. Os juízes exigem um pedido público de desculpas e recusam iniciar a ação obrigatória de reciclagem e avaliação que marca o início da época desportiva.

Reunidos em Tomar, os árbitros decidiram suspender a participação na formação obrigatória, alegando que não existem condições para o normal arranque dos trabalhos enquanto a situação não for esclarecida. Sem esta ação de reciclagem, os árbitros ficam impedidos de dirigir jogos da I e II Liga.

Perante a escalada da polémica, Pedro Proença divulgou uma nota em que reafirma a sua confiança na arbitragem portuguesa, elogiando a qualidade dos árbitros nacionais e garantindo que episódios como o atual não se repetirão. No entanto, o presidente da FPF não apresentou o pedido de desculpas exigido pelos árbitros, mantendo-se, por isso, o impasse que ameaça comprometer o início da nova época futebolística.