Pedro Proença, de 55 anos, reagiu à divulgação de áudios privados que têm gerado forte polémica, classificando a sua obtenção e divulgação como um ato "ilegal e cobarde". Numa mensagem publicada nas redes sociais, esta quarta-feira, dia 29, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) garantiu que os excertos divulgados correspondem a conversas informais realizadas há mais de dois anos, durante o período pré-eleitoral, defendendo que foram retirados do contexto e apresentados de forma descontextualizada.

O dirigente explicou que esses encontros decorreram com clubes do futebol profissional e outros agentes da modalidade, tendo sido abordados temas como a arbitragem, a disciplina e o projeto que apresentava para a liderança da FPF. Segundo Proença, as reflexões então partilhadas integravam o programa eleitoral que levou a sufrágio e estão atualmente refletidas no Plano Estratégico 2024-2036 da Federação. Na sequência da polémica, o presidente da FPF reuniu-se esta com a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) e manteve contactos com José Fontelas Gomes para esclarecer a situação.

Na mesma nota, Pedro Proença afirmou ainda que pretende questionar o contexto e o momento escolhido para a divulgação dos áudios, considerando que a forma como foram apresentados deturpa o seu conteúdo. O presidente da FPF anunciou igualmente que irá recorrer a todos os meios legais ao seu alcance contra os responsáveis pela obtenção e divulgação das gravações, por considerar que os factos poderão configurar matéria criminal e deverão ser apreciados pelas autoridades competentes.