A Colúmbia Britânica, no Canadá, avançou com uma ação judicial contra a OpenAI, acusando a empresa de não ter alertado as autoridades sobre mensagens violentas escritas no ChatGPT antes de um massacre numa escola.

A ação está relacionada com o ataque ocorrido a 10 de fevereiro, em Tumbler Ridge. Uma jovem matou a mãe e o meio-irmão antes de se dirigir à antiga escola secundária, onde disparou contra cinco crianças, de 12 e 13 anos, e uma educadora, de 39.

Ao todo, morreram 10 pessoas, além da própria atiradora, que acabou por colocar termo à vida. O ataque chocou o Canadá, pouco habituado a episódios desta dimensão.

“Hoje, a Colúmbia Britânica está a processar a OpenAI na Califórnia por não ter informado as autoridades sobre ameaças feitas na sua plataforma antes do tiroteio em massa na escola de Tumbler Ridge”, afirmou Niki Sharma, responsável pela Justiça do governo provincial.

A governante acusou a empresa de não assumir a responsabilidade pelos riscos associados à inteligência artificial. “Não podemos deixar estas empresas autorregularem-se”, afirmou.

Segundo a OpenAI, a conta associada à responsável pelo ataque tinha sido identificada em junho de 2025 e posteriormente suspensa. A empresa alegou, contudo, que as mensagens não cumpriam os critérios para uma notificação às autoridades, uma vez que não indicavam que um ataque fosse credível ou iminente.

A OpenAI é também alvo de outras ações judiciais apresentadas na Califórnia por familiares das vítimas. Em abril, o CEO da empresa, Sam Altman, pediu desculpa à comunidade de Tumbler Ridge e afirmou estar 'profundamente arrependido' por a OpenAI não ter alertado as autoridades.