Florentino Pérez, presidente do Real Madrid vai para 22 anos, anunciou ontem a antecipação das eleições para a presidência do clube, voltando a colocar em destaque as exigentes regras impostas aos potenciais candidatos à liderança do Real. E se a dimensão desportiva e mediática do cargo já funciona como filtro natural, os estatutos dos 'colchoneros' tornam o processo ainda mais restritivo, sobretudo devido à obrigatoriedade de apresentação de uma garantia bancária milionária.
Segundo os regulamentos internos do clube, qualquer candidato à presidência tem de apresentar uma garantia correspondente a 15 por cento do orçamento anual do Real Madrid. Tendo em conta a atual dimensão financeira do emblema madrileno, isso significa assegurar uma garantia bancária que poderá ultrapassar os 150 milhões de euros, valor que limita drasticamente o número de possíveis concorrentes.
Mas as exigências não se ficam por aqui. Os candidatos têm igualmente de ser sócios do clube há pelo menos 20 anos consecutivos, possuir plena capacidade jurídica e apresentar uma lista diretiva completa. A garantia bancária funciona como mecanismo de proteção financeira do clube perante eventuais prejuízos provocados por atos de gestão.
Na prática, estas regras ajudam a explicar a estabilidade diretiva no Santiago Bernabéu e a dificuldade em surgir oposição credível a Florentino Pérez, que nas últimas eleições acabou mesmo por ser reeleito sem adversários. Tudo indica, aliás, que o cenário poderá voltar a repetir-se.

















