Vinícius Júnior, de 25 anos, anunciou que vai abrir um escritório de advocacia dedicado a dar apoio jurídico gratuito a vítimas de racismo, nas áreas da educação e do desporto. O craque do Real Madrid escolheu o dia 13 de maio para divulgar a novidade por ser a data em que se assinala a abolição da escravatura no Brasil.

"13 de maio pra mim representa força, realização e compromisso com as minhas raízes. Inspirado na data, tenho a alegria de anunciar o Escritório Antirracista, numa tabela com o meu Instituto, em nome de uma nova geração consciente de que não está sozinha na luta por igualdade", escreveu numa nota partilhada nas redes sociais.

A data também marca a estreia de Vini Jr. no Flamengo, em 2017, e, mais tarde, assinou contrato com os merengues: "Já em 13 de maio de 1888, após forte pressão internacional, a lei áurea foi assinada. O Brasil se tornava o último país das Américas a abolir a escravidão. Não houve reparação, inclusão ou garantia de direitos para a população negra. E, numa canetada, a liberdade veio no papel", lê-se.

A liberdade, no entanto, "ainda não chegou para todo o mundo", diz o internacional brasileiro. O racismo "ainda prende, ainda machuca, ainda silencia e, em pequenos gestos, tento ajudar". O escritório de advocacia surge, então, porque "quem sofre racismo não pode lutar sozinho".

Em fevereiro, recorde-se, Vinícius Júnior acusou o extremo argentino do Benfica, Gianluca Prestianni, de lhe ter dirigido insultos racistas durante o jogo entre o Benfica e o Real Madrid, da Liga dos Campeões. Prestianni negou as acusações, embora outros jogadores tenham sustentado a posição de Vinícius Júnior. A UEFA acabou por determinar que os comentários proferidos foram homofóbicos e castigou o argentino com uma suspensão por seis jogos.