Carlos Queiroz, de 73 anos, recebia 80 mil dólares por mês, aproximadamente 70 mil euros, enquanto selecionador do Gana, revelou Kofi Adams, ministro do Desporto daquele país. O governante afastou, assim, as notícias que apontavam para um salário mensal de 100 mil dólares.
O treinador português assinou em abril um contrato de quatro meses, válido para a participação no Mundial 2026. Apesar da curta duração do vínculo, a Federação Ganesa de Futebol estará a avaliar a possibilidade de lhe apresentar uma proposta para continuar no cargo durante mais dois anos, ideia que conta com o apoio do ministro.
Depois da eliminação diante da Colômbia, uma publicação de Queiroz nas redes sociais foi interpretada como o anúncio da sua saída. No entanto, o técnico esclareceu posteriormente que não se tinha demitido e que a mensagem tinha servido apenas para agradecer aos jogadores, dirigentes e adeptos.
Sob o comando do português, o Gana chegou à fase a eliminar de um Mundial pela primeira vez desde 2010. A seleção terminou a fase de grupos com 4 pontos, após vencer o Panamá por 1-0, empatar sem golos com a Inglaterra e perder por 2-1 frente à Croácia.
O percurso terminou nos dezasseis-avos-de-final, com uma derrota por 1-0 diante da Colômbia, graças a um golo de Jhon Arias. Apesar da eliminação, a campanha terá convencido os responsáveis ganeses a ponderar a continuidade de Queiroz.
Enquanto o futuro do selecionador permanece por definir, o Gana prepara já a qualificação para a Taça das Nações Africanas de 2027, competição em cuja fase de apuramento integra o Grupo C, juntamente com Costa do Marfim, Somália e Gâmbia.

















