“Uma avalanche de água, de pedras e de lama.” Foi assim que a presidente da Câmara Municipal de Portalegre, Fermelinda Carvalho, descreveu o cenário caótico que esta madrugada se abateu sobre a cidade alentejana.

A força da água moveu quantidades avultadas de terra e pedras que provocaram inúmeros estragos, sobretudo nas viaturas que se encontravam na via pública. Vários carros foram arrastados ou danificados. “Nunca ninguém tinha visto uma coisa destas em Portalegre”, afirmou a autarca, em declarações à Rádio Portalegre. Não há registo de feridos.

A área mais afetada da cidade situa-se entre a Avenida de Santo António e o Rossio. Fermelinda Carvalho acrescenta que, neste momento, estão a ser desobstruídas as habitações que ficaram cheias de lama nas suas entradas e que já recebeu várias ofertas de apoio, quer de autarquias vizinhas, quer de empresários e agricultores.

O maior volume de água que afetou a cidade é oriundo da Serra de São Mamede. A edil de Portalegre diz que ainda está a ser feito um levantamento dos estragos, mas que há dezenas de automóveis estragados. Fermelinda Carvalho termina com uma mensagem: “Nós temos muitos meios e só vamos parar até que tudo esteja reposto.”