O município de Santarém decretou esta quinta-feira a “evacuação obrigatória” das zonas ribeirinhas e estabeleceu o encerramento de todas as escolas no concelho.

A medida surge na sequência das cheias que se fazem sentir no vale do Tejo, com as autoridades a identificarem as zonas das Caneiras, da Ribeira de Santarém (até à linha de caminho de ferro) e de São Vicente do Paul – Reguengo do Alviela, como as mais críticas.

“A população residente em áreas de risco deve abandonar as suas habitações com máxima brevidade”, alerta a autarquia, em comunicado. Nestas três regiões ribeirinhas, a câmara presidida por João Teixeira Leite definiu a evacuação obrigatória nas próximas sete horas, acrescenta a mesma nota emitida às 11:15.

O município adverte ainda para a possibilidade da evolução do aumento das cheias vir a afetar outras zonas como Vale de Figueira (zona da Secágro) e Alfange.

A medida foi tomada em conjunto com o Serviço Municipal de Proteção Civil e visa precaver os elevados níveis de precipitação que se preveem entre hoje e sexta-feira, já que a chuva intensa tem aumentado significativamente os caudais do rio Tejo. Foi ainda estipulado o encerramento escolar total no concelho, na sexta-feira. A medida tem objetivo de “evitar deslocações e garantir a segurança da comunidade escolar”.

Foi ainda reaberta a “Passagem de Nível do Peso (excecionalmente) para evacuação da zona das Caneiras, só disponível a veículos ligeiros e de proteção civil”, mas também a equipas de monitorização das zonas ribeirinhas.

A Câmara criou também um Centro de Acolhimento Temporário, a partir das 16:00, no Pavilhão Municipal de Santarém, para auxilio de pessoas que não consigam apoio imediato da família, assegurando-lhes condições de alojamento, alimentação e apoio social.

Recomenda-se à população que evite todas as deslocações desnecessárias, dê prioridade ao teletrabalho e se mantenha atenta às comunicações oficiais do município, informando que os contactos da Proteção Civil Municipal são 243 333 122 e 800 222 122.

O mau tempo que há semanas assola Portugal, causado por sucessivas depressões climáticas, tem espalhado destruição por vários pontos do país. Para fazer face aos estragos, o Governo criou um pacote de apoios à população até 2,5 mil milhões de euros.