Rita Rugeroni, de 43 anos, está a tentar recuperar de um duro golpe na sua marca de roupa, Favorite People, depois de mais de duas mil peças terem sido levadas do armazém, situado em Lousada. A empresária recorreu às redes sociais para denunciar o sucedido e pedir ajuda na identificação de possíveis vendas suspeitas.
Na segunda-feira, dia 12, a antiga locutora de rádio percorreu cerca de 700 quilómetros para avaliar os estragos pessoalmente. A dimensão do prejuízo deixou-a indignada, sobretudo por estar em causa o resultado de quatro anos de trabalho, investimento e dedicação.
“É preciso ser muito filho da p*** para entrar no espaço de quem trabalha, destruir o que encontra pela frente e levar milhares de peças que são o resultado de meses de trabalho, investimento e sacrifício de uma equipa inteira”, escreveu, sem esconder a revolta.
Apesar do sucedido, Rita Rugeroni procurou manter a atividade da marca e preparou as encomendas que estavam pendentes desde o fim de semana. A empresária explicou que não queria prejudicar os clientes, que não têm qualquer responsabilidade pelo roubo. “O glamour de ser empresário é que só te apetece gritar e chorar, mas a roda não para. Só podemos continuar.”
A nova coleção, lançada nesta terça-feira, dia 13, escapou ao roubo, uma vez que as respetivas caixas permaneceram intactas. Ainda assim, a quantidade de stock desaparecido poderá deixar vários modelos e tamanhos praticamente esgotados. A mulher de Pedro Ribeiro está agora a tentar encontrar soluções com os fornecedores para repor as peças em falta.
O caso representa um revés para a Favorite People, que celebrou os seus quatro anos em setembro. “Que gente de merda faz uma coisa destas? Que desprezo tenho por quem rouba”, escreveu a empresária, que sublinhou o esforço necessário para manter o negócio e superar os obstáculos diários.
Rita Rugeroni deixou ainda um apelo aos seguidores, sobretudo aos que vivem em Lousada e nas localidades próximas. Pediu que estejam atentos a roupa da marca que possa surgir à venda em mercados ou páginas suspeitas e que partilhem qualquer informação relevante.
“Não são só roupas. É o meu dinheiro, o meu trabalho, o esforço de uma equipa inteira e uma marca que construí do zero”, frisou. Apesar da gravidade da situação, a responsável confirmou que não houve feridos e garantiu que fará tudo o que estiver ao seu alcance para recuperar o stock e dar continuidade ao projeto.

















