Cristiano Ronaldo, de 41 anos, saiu em defesa de Rúben Neves e exigiu medidas duras contra os adeptos do Al Taawoun que provocaram o internacional português com cânticos alusivos a Diogo Jota. O episódio, ocorrido durante a goleada do Al Hilal por 6-0, este sábado, dia 12, está a provocar forte indignação na Arábia Saudita e ganhou dimensão internacional.

Uma parte dos adeptos da equipa da casa começou a gritar repetidamente “Jota, Jota, Jota” na direção de Rúben Neves, numa aparente tentativa de atingir emocionalmente o médio, que mantinha uma relação de profunda amizade com o antigo internacional português, morto num acidente de viação em Espanha, em julho de 2025, juntamente com o irmão, André Silva.

Neves respondeu apontando para o céu, num gesto interpretado como “Deus está a ver”, e aplaudiu ironicamente os autores dos cânticos. Já na zona mista, deixou uma frase dura: “Só espero que não vão rezar depois do que fizeram.”

Cristiano Ronaldo não ficou indiferente. O capitão da Seleção Nacional e estrela do Al Nassr reagiu nas redes sociais e pediu a intervenção da Liga Saudita: “A Liga tem de agir e punir este tipo de comportamento dos adeptos. Isto já não é futebol e tem de haver limites.” E CR7 defendeu uma sanção exemplar: “Pessoas que se comportam assim nunca mais deveriam poder entrar num estádio.”

A polémica acabou por ensombrar uma noite de grande superioridade do Al Hilal, que venceu por 6-0, com Rúben Neves a fazer uma assistência, e reforçou a liderança do campeonato saudita.