António José Seguro, de 64 anos, defendeu esta quarta-feira, dia 30, a criação de um modelo de apoio à comunicação social que seja consensual e estável e que garanta a independência dos órgãos de comunicação social. A posição do Presidente da República foi transmitida numa mensagem em vídeo por ocasião dos 40 anos da agência Lusa.
"É importante que o País encontre um modelo de apoio à comunicação social que seja consensual, estável e garanta a independência dos meios de comunicação", afirmou o chefe de Estado. Seguro mostrou-se preocupado com a sustentabilidade económica do setor, alertando que situações de vulnerabilidade podem traduzir-se em "menos qualidade, menos liberdade e maior dificuldade em cumprir a função essencial do jornalismo".
Na mensagem, transmitida no final de uma conferência no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, dedicada à democracia, desinformação e aos desafios dos media na era digital, o Presidente da República destacou também a importância de combater a desinformação. Seguro defendeu que o tema deve ser debatido em diferentes espaços, incluindo nas escolas, onde considera fundamental promover o pensamento crítico e a validação das fontes.
O chefe de Estado alertou ainda para a dimensão e rapidez que a desinformação alcançou através das plataformas digitais, lembrando o impacto que pode ter na confiança em pessoas e instituições e até nos processos eleitorais. A Lusa, que assinala quatro décadas de existência, define a independência editorial, a factualidade, a isenção e o rigor como elementos centrais do serviço público de informação que presta.

















