Sete corpos foram encontrados dentro de sacos plásticos ou envolvidos em cobertores e lençóis em diferentes regiões de São Paulo, entre 5 de setembro e 2 de outubro. A semelhança na forma como algumas das vítimas foram deixadas em locais públicos ou de difícil acesso chamou a atenção das autoridades e levou os investigadores a considerar diferentes possibilidades para explicar os casos.
As ocorrências foram registadas nas zonas Sul, Norte e Leste da capital. Em alguns dos episódios, as vítimas estavam amarradas ou tinham partes do corpo envolvidas em plástico. Apesar das semelhanças, a Polícia Civil afirma que, até ao momento, não existem elementos suficientes para afirmar que os crimes tenham sido cometidos pela mesma pessoa. A possibilidade de envolvimento do crime organizado também não foi descartada.
O primeiro caso ocorreu em 5 de setembro, no Jabaquara, onde garis encontraram um corpo amarrado e colocado dentro de um saco plástico. Cinco dias depois, dois cadáveres foram localizados na zona Leste, em pontos separados por cerca de três quilómetros. Num dos casos, o corpo estava dentro de um saco plástico e enrolado num cobertor. No outro, a vítima também estava amarrada e tinha a cabeça coberta por sacos.
Em 19 de setembro, a Polícia Militar encontrou no Jaçanã, na zona Norte, um corpo masculino esquartejado e distribuído por sacos plásticos. Partes como a cabeça e as mãos não estavam no local. Posteriormente, outras partes foram encontradas e a identidade da vítima foi confirmada pela polícia.
No dia 25 de setembro, outro corpo foi encontrado enrolado num lençol e abandonado numa via da Vila Andrade, na zona Sul. Dois dias depois, uma cabeça humana foi localizada enrolada num lençol na Avenida Guido Caloi, no Jardim São Luís. Mais tarde, um corpo sem cabeça foi encontrado em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, a cerca de 21 quilómetros do primeiro local.
O caso mais recente ocorreu em 2 de outubro, no Parque Ecológico do Tietê. Um homem ainda não identificado foi encontrado morto dentro de um saco plástico, com os braços e as pernas amarrados com fita adesiva. A investigação está sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
A repetição de alguns padrões de descarte levantou a hipótese de que os casos possam ter uma relação. No entanto, até agora, os investigadores não confirmaram a existência de um único autor ou de uma organização responsável pelas mortes. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo foi questionada sobre o andamento das investigações, mas não havia respondido até à publicação da reportagem.

















