Molly, uma tartaruga-marinha da espécie Caretta caretta com cerca de 120 quilos, chegou recentemente ao Zoomarine, no Algarve, onde iniciou um processo de preparação para um possível regresso ao oceano após ter passado mais de duas décadas sob cuidados humanos.
O animal vivia desde o início dos anos 2000 num aquário na Irlanda, depois de ter sido resgatado com lesões nas barbatanas dianteiras. Na altura, acreditava-se que as limitações físicas comprometiam a sua sobrevivência em liberdade, levando à permanência em cativeiro durante vários anos.
Uma reavaliação feita recentemente pelos especialistas do Dingle Oceanworld Aquarium concluiu, no entanto, que Molly apresenta uma boa capacidade de locomoção e reúne condições para tentar uma reintegração gradual no meio natural. Foi então estabelecida uma colaboração com o Zoomarine, que assumiu a missão de acompanhar esta nova fase.
No Centro de Reabilitação de Espécies Marinhas do parque algarvio, a tartaruga será sujeita a um programa de adaptação destinado a recuperar comportamentos essenciais à vida selvagem, como a procura de alimento, a orientação em mar aberto e os padrões naturais de mergulho.
A equipa técnica pretende também reduzir progressivamente o contacto com humanos, permitindo que o animal desenvolva maior autonomia antes de qualquer eventual libertação.
A devolução ao mar só avançará caso sejam cumpridos todos os requisitos clínicos, comportamentais e ambientais definidos pelos especialistas envolvidos no projeto.
A chegada de Molly acontece numa altura em que o Porto d’Abrigo do Zoomarine reforçou a sua capacidade de intervenção, após obras de modernização que permitiram melhorar as infraestruturas dedicadas à recuperação e conservação de espécies marinhas.
















