Uma reportagem da TVE, a televisão publica espanhola, denuncia a existência de um fenómeno crescente de "turismo de saúde" em Portugal, envolvendo cidadãos estrangeiros que se deslocam ao País para receber tratamentos no Serviço Nacional de Saúde (SNS), deixando, em muitos casos, as respetivas faturas por pagar.
Segundo a reportagem, os serviços de obstetrícia estão entre os mais afetados, com mulheres estrangeiras, nomeadamente provenientes de países africanos de língua portuguesa, que chegam a Portugal para dar à luz em hospitais públicos e abandonam posteriormente o país, sem que os serviços consigam recuperar os custos dos cuidados prestados.
O problema não se limita aos partos. A TVE refere também tratamentos oncológicos cujos custos podem atingir centenas de milhares de euros, alertando para as consequências financeiras de uma situação que estará a pressionar hospitais já confrontados com dificuldades de resposta.
A reportagem avança ainda que, nos últimos três anos, terão ficado por pagar cerca de 150 mil faturas relacionadas com cuidados de saúde, embora não esclareça a proporção diretamente atribuível a este fenómeno.
Um dos episódios mais preocupantes envolve a alegada descoberta de 20 mulheres asiáticas grávidas, alojadas em condições de sobrelotação num apartamento em Lisboa. Segundo a estação espanhola, teriam chegado através de uma rede internacional organizada para facilitar os partos em Portugal e o posterior regresso aos países de origem.
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