É o fim de uma era na Apple. Tim Cook prepara-se para deixar, na próxima terça-feira, dia 1 de setembro, o cargo de presidente executivo (CEO) da tecnológica norte-americana, depois de 15 anos ao comando.
O sucessor será John Ternus, até agora vice-presidente sénior de Engenharia de Hardware, numa mudança aprovada por unanimidade pelo conselho de administração. Cook, de 65 anos, não abandona, porém, a empresa: passará a presidente-executivo do conselho de administração.
Ternus, de 51 anos, trabalha na Apple desde 2001 e esteve diretamente envolvido no desenvolvimento de alguns dos principais equipamentos da marca. O engenheiro mecânico assume agora uma das empresas mais valiosas do planeta, numa altura em que a Inteligência Artificial (IA) é apontada como um dos maiores desafios da tecnológica de Cupertino.
A Apple procura recuperar terreno perante concorrentes como a Google e a OpenAI e reforçar a Apple Intelligence, depois dos atrasos registados na evolução da Siri.
Tim Cook deixa um legado financeiro difícil de igualar. Quando sucedeu a Steve Jobs, em 2011, a Apple valia cerca de 350 mil milhões de dólares. Sob a sua liderança, a capitalização bolsista ultrapassou os quatro biliões, enquanto as receitas anuais passaram de 108 mil milhões para mais de 416 mil milhões de dólares.
Foi também durante a era Cook que nasceram produtos como o Apple Watch e os AirPods e que os serviços se transformaram num negócio superior a 100 mil milhões de dólares anuais.
A primeira grande prova pública de Ternus chegará poucos dias depois de assumir funções: a Apple tem um evento marcado para 9 de setembro, no qual deverá revelar a nova geração do iPhone.
















