Frederico Varandas, de 47 anos, traçou uma meta ambiciosa para o futuro do Estádio José Alvalade: em 2030, ano do Mundial, o Sporting poderá não ter o maior recinto do País, mas terá, garante, "o melhor estádio de Portugal".

O presidente leonino assumiu o objetivo esta quarta-feira, dia 23, durante a participação no Portugal Football Summit, onde fez um balanço da transformação do clube e apontou as infraestruturas como uma das prioridades do atual mandato.

"Gostaria de conseguir terminar a obra, que é uma obra muito exigente para as nossas equipas", começou por explicar Varandas. O plano passa por concluir a profunda renovação de Alvalade, incluindo "video screens, som, balneários, zona de convívio dos sócios e hall VIP", além da conclusão do Alvaláxia.

"Não será o maior estádio de Portugal em 2030, mas será seguramente o melhor", prometeu.

O líder dos leões não escondeu, de resto, as críticas ao estádio inaugurado em 2003. "Ninguém no Sporting gostava daquele estádio. Desde os azulejos, desde o fosso, a cor das cadeiras. Parecia de propósito, tudo o que podia ser mal estava lá", afirmou, entre risos, lembrando que a modernização implica um investimento de "muitos milhões", mas também deverá proporcionar retorno financeiro ao clube.

O presidente, eleito pela primeira vez em 2018, destacou ainda a transformação do Sporting durante a sua liderança. "Duplicámos as receitas. Temos 50 mil pessoas no estádio, 15 mil pessoas em lista de espera para comprar Gamebox, que não é barata. É um clube completamente diferente", sublinhou.

E deixou outra garantia sobre o modelo para sustentar esse crescimento: "Só temos duas vias: Champions League e formar jogadores, vender jogadores, comprar jogadores e vender esses jogadores."Para Varandas, manter o Sporting regularmente entre a elite europeia é essencial: "É a única forma do Sporting continuar a crescer, é ser competitivo."