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  • “Trump nem saberá onde fica o Irão”, Miguel Sousa Tavares
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José Paulo Fafe

A situação de perda com que se debate a candidatura de Luís Marques Mendes, enredada que está numa teia que...

A situação de perda com que se debate a candidatura de Luís Marques Mendes, enredada que está numa teia que a tolhe e manieta, permitiu a João Cotrim Figueiredo ser neste momento o candidato presidencial que maior margem de crescimento possui até ao próximo dia 18 de Janeiro. E, se conseguir manter a dinâmica de uma campanha diferente, poderá vir a ‘obrigar’ Luís Montenegro e o PSD, à boa maneira de Cunhal, a ‘engolir o sapo’ na segunda volta.

A liderar claramente ao dia de hoje o espaço do centro-direita, tanto em termos de intenções de voto como, ainda que sem uma ideia, a própria agenda política, Cotrim Figueiredo caiu no goto de um certo eleitorado, principalmente daqueles para quem, mesmo dentro do PSD, Mendes nunca passou de um ‘mal menor’, mas também de faixas do eleitorado para quem a política até agora nada disse ou representa.

No fundo, Cotrim é aquilo que se pode chamar o candidato dos tempos modernos, é o ‘espelho’ e intérprete mais fiel da sociedade ‘levezinha’ em que vivemos, onde tudo é tratado pela rama, e onde o que conta é, mais do que o conteúdo, apenas e só a forma.

É ali que Cotrim se move como peixe dentro de água – sem uma única ideia digna desse nome, alicerçando a sua campanha numa infinita série de banalidades ditas com um ar ‘blasé’, com a campanha toda ela assente nas redes sociais, onde se sucedem nada mais que ‘sketchs’ que pouco ou nada adiantam sobre o que poderá ser o seu entendimento da função presidencial. Pobre de pensamento, tudo para ele, por mais sério que seja, serve para fazer um ‘número’: o mundo de Cotrim resume-se às visualizações, aos ‘likes’ e às partilhas. No fundo, é aquilo a que se chama ‘um género’…

Mas isso, o que aparentemente poderia ser visto como uma fraqueza, é afinal a principal força de Cotrim, até porque uma importante faixa do eleitorado – os jovens – julga finalmente ter encontrado alguém com quem se identifica e que aparentemente consegue sair de um certo estilo bafiento e deprimente de fazer política.

Mas Cotrim foi também, mais do que qualquer outro, o principal beneficiário do desgaste a que Gouveia e Melo sujeitou Marques Mendes no debate de 22 de Dezembro. O que, somado à estratégia, às vezes quase oportunista, de ‘colar-se’ a um Pedro Passos Coelho ostensiva e propositadamente silencioso, bem como à dinâmica de uma campanha que, pese embora o ‘gap’ de 40 anos que as separa, faz de quando em quando lembrar a de Freitas do Amaral em 1986, contribuíram para que um até há pouco inexpressivo, para não dizer politicamente insignificante Cotrim, se afirme como o candidato do centro-direita mais bem-colocado para disputar a segunda volta das presidenciais deste ano.