24 Horas
  • News
  • Buzz
  • Life
  • Sports
  • eBrasil
  • OPINIÃO
  • Tv24h
24Horas

Sobre

O 24HorasFicha técnicaContactos

Informação legal

Informação legal 24HorasPolítica de cookies

Instale a nossa app

AndroidiOS

Copyright ©2026 24Horas. Todos os direitos reservados.

FacebookInstagramTikTokXYoutubeWhatsappSpotify

v1.0.2

Manuel dos Santos

A CAMINHO DE UM PORTO SEGURO!

Manuel dos Santos

“As condições da minha candidatura são definidas por mim. Não troco valores ou princípios por votos.”

Com esta frase, António José Seguro encerrou uma entrevista recente. Recusa ser encaixotado numa gaveta ideológica, mesmo que seja a mesma onde sempre esteve e onde participou na criação de políticas públicas para o país.

Seguro percebe que a sociedade portuguesa se está a “deslaçar”, termo que usa com frequência. E vê nisso um risco sério para a democracia. Num mundo turbulento, nada está garantido: mesmo integrados na UE — que atravessa o seu próprio período de incerteza — a democracia liberal portuguesa nunca está totalmente assegurada.

Na Europa, multiplicam-se sinais preocupantes: autocracias em crescimento, regimes radicais normalizados por opiniões públicas desinformadas e, muitas vezes, desesperadas.

Sem entrar em pormenores sobre todas as causas, vale a pena lembrar um estudo recente de um investigador de Ciências Políticas: ao analisar o discurso político francês desde 1959 até hoje, concluiu que os governos passaram a enfatizar temas como “identidade nacional”, “autoridade” e “rejeição da imigração”.

Assuntos típicos da extrema-direita, que podem tornar-se perigosos, mas que não desaparecem por serem ignorados. Só podem ser geridos com bom senso e cooperação entre os partidos que acreditam no social-liberalismo, acompanhados de forte pedagogia democrática e comunicação clara.

Seguro percebeu que só criando pontes e unindo os portugueses — em vez de os arrumar em gavetas ideológicas — será possível consolidar uma democracia moderna, inclusiva e capaz de garantir um desenvolvimento justo e sustentável.

Essa será uma das responsabilidades do próximo Presidente da República.

Não é tarefa fácil, mas a proposta apresentada é um bom ponto de partida.

Como disse Manuel S. Fonseca, noutro contexto, “é lindo ser inocente, mas convém não abusar”.

Manuel dos Santos é antigo vice-presidente do Parlamento Europeu

FacebookXLinkedInInstagramWhatsapp
Publicado em 31 outubro de 2025
Manuel dos Santos

O "CALIFATO DOS SILVAS" VAI PERDER?

Manuel dos Santos

Na sequência da decisão da CN do seu partido, o Presidente Carlos César afirmou que “o apoio formal a Seguro esgota a participação do PS”. Dá para entender ou é preciso fazer um desenho?

O posicionamento do PS face à eleição presidencial é uma “estória” que ainda fará correr muita tinta e terá consequências sérias no futuro do partido.

Entre tantas matérias que dividem os socialistas, esta pode bem ser a “cereja em cima do bolo”.

É evidente que, a partir de 2011, se iniciou no partido um processo de assassinato político de António José Seguro, com António Costa como mentor.

Esta pulsão irracional e suicida condicionou a vida do PS e afastou-o de êxitos eleitorais que poderiam estar ao seu alcance.
Com o estímulo de Costa, as direcções que se seguiram após 2015 usaram a cultura do ódio como forma de resolver divergências políticas.

Destacou-se Augusto Santos Silva, um dos mais violentos detractores do PS e de Soares nos anos a seguir ao 25 de Abril.

Apesar disso, fez carreira “profissional” e chegou (pasme-se!) a presidente da Assembleia da República.

O momento-chave desta política de ódio ocorreu quando, após manifestar interesse na PR, Seguro foi desvalorizado e insultado pelo pretenso senador da República.

Assassínio cívico e político — sem êxito, felizmente.

Santos Silva não está só: é a referência do “califado dos Silvas” que vem empurrando o PS para a insignificância.

Tem apoios e ainda cultiva a esperança de acabar o trabalho de destruição de Seguro que iniciou.

Convém recordar as palavras do actual SG do PS, há cerca de um ano, ao Observador:

“Se Augusto Santos Silva fosse candidato a Presidente da República, o meu apoio estaria com Augusto Santos Silva.”
Ainda é preciso fazer um desenho?

FacebookXLinkedInInstagramWhatsapp
Publicado em 24 outubro de 2025
Manuel dos Santos

O GANHA E PERDE

Manuel dos Santos

Apesar da muita informação/propaganda que a comunicação social tem proporcionado, alavancada pelo escrutínio dos mais relevantes elementos da chamada “indústria do comentariado”, não se pode dizer que a campanha para as eleições autárquicas, tenha sido muito esclarecedora.

Por exemplo, ainda ninguém percebeu (sobretudo em Lisboa e Porto) quantas casas vai “construir” cada candidato. Digamos mesmo que a discussão principal se centrou à volta de quem cantará vitória no fim do dia das eleições.

Excluo a já habitual, em tempo de eleições, narrativa sobre as relações do Ministério Público com a política.

Todos acentuam o carácter local das escolhas afirmando que os eleitores, nestas circunstâncias, votam em pessoas e não em ideologias. Seria bom que assim fosse, mas assim nem sempre é, e os exemplos que comprovam isso, na história das eleições locais, são mais que muitos para o justificar.

Poderá aceitar-se que a regra da “neutralidade ideológica”, mesclada de proximidade, é cumprida na maioria dos municípios de reduzida dimensão, mas não existe, como factor determinante, no quadro dos grandes municípios, onde se impõe a cultura de tribo e a maior parte dos eleitores exerce o seu dever cívico em obediência à sua opção partidária ou ao hábito que estabeleceu, durante sucessivas eleições, votando sempre da mesma maneira.

Infelizmente, mesmo nas democracias liberais, o “tribalismo” acaba sempre por se impor à cidadania.

Sendo assim, é perfeitamente natural que os actuais líderes políticos, acossados por uma conjuntura que não é fácil, acabem a fazer uma leitura nacional das eleições locais.

O secretário-geral do PS já disse, aliás, que se perder (tiver menos votos? tiver menos câmaras? tiver menos mandatos?) considera que não será sua a responsabilidade. Só não disse, nem lhe perguntaram, de quem será o mérito e o proveito, se o partido não ganhar.

Entretanto o líder do PSD estabeleceu que ganhar é ter condições para recuperar a presidência da Associação Nacional de Municípios Portugueses.

Ficamos esclarecidos, até porque já sabemos que a extrema-direita, a extrema-esquerda e o PCP já têm os seus discursos de vitória encomendados antes mesmo de se contarem os votos. Pronto… siga a festa… e no dia 12 já saberemos.

Manuel dos Santos é antigo vice-presidente do Parlamento Europeu

 

 

  • Anterior
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • Seguinte

Mais deste autor

  1. VINGANÇA FRIA SABE MELHOR
  2. EPPUR SI MUOVE!
  3. O TESTE DO ALGODÃO
  4. A PROVA DOS NOVE DA UNIÃO EUROPEIA
  5. NÓS E ELES (OU OS OUTROS)!
  6. ORBAN CAIU. O CAVALO DE TRÓIA FICOU?
  7. O DILEMA DE SEGURO
  8. KARINGANA WA KARINGANA (ERA UMA VEZ)?
  9. CINQUENTA ANOS, SETE REVISÕES E O FUTURO
  10. EUROPA: ENTRE O IMPULSO E O BLOQUEIO
  11. DESAFIO OU PARADOXO?
  12. A EUROPA NUM MUNDO QUE JÁ NÃO EXISTE?
  13. CALAMIDADE POLÍTICA E EUROPA
  14. O PS TEM FUTURO?
  15. CALAMIDADE E FUNDOS PERDIDOS
  16. GANHA UM, PERDEM DOIS
  17. O ENDOSSO!
  18. AGORA É MESMO PARA VALER
  19. UMA CAMPANHA ALEGRE
  20. A EUROPA ENTRE O MEDO E A HISTÓRIA
  21. REFORMULAÇÃO OU DECLÍNIO
  22. VOTAR É ESCOLHER
  23. “REFUNDAÇÃO OU ABISMO”
  24. CAVAQUISMO 2.0?
  25. A GREVE E O DIREITO AO TRABALHO
  26. 25 de Abril Sempre.
  27. OS TRÊS SALAZARES
  28. A UE NUMA ENCRUZILHADA
  29. A CAMINHO DE UM PORTO SEGURO!
  30. O "CALIFATO DOS SILVAS" VAI PERDER?
  31. O GANHA E PERDE
FacebookXLinkedInInstagramWhatsapp
Publicado em 10 outubro de 2025