As medidas disciplinares aplicadas ao padre Fernando Sousa e Silva, de 93 anos, suspeito de abusos sexuais a crianças na paróquia de Joane, em Vila Nova de Famalicão, desde a década de 60, foram retiradas pela Arquidiocese de Braga. Com o arquivamento do caso fica livre para retomar funções.
A Arquidiocese de Braga revelou que “após um exame acurado, completo e diligente de todos os elementos recolhidos, concluiu não existirem razões suficientes para derrogar a norma da prescrição, por estar perante uma eventual imprudência no exercício da função de confessor e tendo, também, em conta a idade do acusado, determinou o arquivamento do processo e das denúncias”.
As denúncias começaram a chegar à Arquidiocese de Braga em 2019, sendo relatado que o sacerdote fechava a cortina do confessionário e para falar sobre sexo. “Eu tinha sete anos, nem sabia do que é que ele estava a falar”, recordou uma alegada vítima ao Jornal de Notícias.
Contudo, a Arquidiocese de Braga realça que “de modo especial, a Igreja dirige uma palavra de proximidade às pessoas que apresentaram denúncias que, após o discernimento das instâncias competentes da Santa Sé, não foram qualificadas como abuso sexual, ainda que se tenham evidenciado eventuais comportamentos imprudentes ou inadequados”.