Frase do dia

  • “Nós vamos extinguir-nos por falta de descendência”, Miguel Sousa Tavares
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Quando o ‘D. João II’ navegar – navio português porta-drones equipado para a guerra robotizada do futuro – será uma peça única nos mares e despertará a cobiça das marinhas de todo o mundo. Os estaleiros neerlandeses que o estão a construir esperam vender mais unidades a outros países. Mas o navio, uma ideia original do então chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Gouveia e Melo, não vai render ao Estado português um cêntimo que seja em direitos de propriedade industrial.

Gouveia e Melo idealizou o navio. Chamou-lhe Plataforma Naval Multifuncional – capaz de embarcar toda a espécie de drones, aéreos, de superfície, submarinos, e ser utilizado em pesquisa científica e na evacuação de populações. A concretização do projeto esbarrou no preço.  Os estaleiros de Viana do Castelo, da West Sea, os únicos com capacidade em Portugal para a construção do navio, pediram 200 milhões de euros – dinheiro que a Marinha não tinha. A solução foi recorrer ao Plano de Recuperação e Resiliência e encontrar um estaleiro mais barato. Os neerlandeses da Damen Naval aceitaram a obra por 132 milhões.

A fonte de financiamento – o PRR – e o valor negociado com o estaleiro obrigaram o Estado a partilhar com os estaleiros os direitos de propriedade do projeto. O acordo, no entanto, não contempla qualquer contrapartida financeira por cada navio que a Damler Naval venda a outros países. A partilha de direitos apenas dá uma vantagem a Portugal – a possibilidade de construir navios da mesma classe, em qualquer estaleiro, sem ter de pagar à Damler. A única maneira de Portugal lucrar com a ideia, segundo uma fonte militar contactada pelo 24 Horas, é “criar uma indústria de defesa”, capaz de construir o navio, e “vendê-lo já equipado com drones”. Mas para isso, diz a mesma fonte, era preciso que os governos vissem mais longe – um nadinha para lá da proa…

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