A Ryanair eliminou mais de 1,2 milhões de lugares nos aeroportos regionais espanhóis para este verão, depois de já ter cortado três milhões de assentos desde o verão de 2024.
Apesar destes ajustes, a companhia aérea prevê continuar a crescer nos principais aeroportos de Espanha, o que permitirá manter estável a capacidade total no país. Paralelamente, a transportadora aérea pretende reforçar a oferta noutros destinos turísticos, como Marrocos (11%) e Itália (9%), “países significativamente mais competitivos”, conforme considerou o CEO da empresa, Eddie Wilson, numa conferência de imprensa, em Madrid.
Segundo o responsável, a redução de capacidade em Espanha deve-se às “elevadas” taxas aeroportuárias, que considera “absolutamente pouco competitivas”. Wilson defendeu que o Governo espanhol deveria usar a participação de 51% que detém na Aena para reinvestir os lucros do monopólio na redução das taxas e na criação de incentivos para os aeroportos regionais, “em vez de investir em aeroportos no Brasil e distribuir dividendos extraordinários”.
O CEO antecipou ainda que o próximo ano poderá ser o primeiro em que a companhia ‘low-cost’ não registará crescimento em Espanha desde o início da sua operação no país.