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  • ''João, este país não é para quem não está bem da cabeça', André Ventura, sobre João Cotrim Figueiredo
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A revista Forbes atualizou o ranking das 50 famílias mais ricas de Portugal em 2025.

Num comunicado, a publicação destaca que “os cinco primeiros lugares do ranking, que correspondem a um património conjunto próximo dos 17 mil milhões de euros”, continuam a ser ocupados pelas famílias Amorim, Soares dos Santos, Guimarães de Mello e Azevedo, com a entrada do empresário Dionísio Pestana no quinto lugar.

FAMÍLIA AMORIM

A lista é liderada pela família Amorim com um património estimado em 5,84 mil milhões de euros, um império construído a partir do negócio da cortiça desde 1870, liderado por Américo Amorim e, após a sua morte, pelas suas filhas, Maria Fernanda, Paula Amorim (na foto), marta Amorim e Luísa Amorim, que gerem a fortuna e os negócios diversificados que vão, além da cortiça, do vinho (Quintas no Douro e Dão) à hotelaria e finanças. A Família detêm participações em empresas como a Galp, a Corticeira Amorim, a Amorim Luxury e o Banco Luso-Brasileiro, além de investimentos em herdades e no setor imobiliário.

Paula Amorim, uma das herdeiras de Américo Amorim

FAMÍLIA SOARES DOS SANTOS

Em segundo lugar surge a família Soares dos Santos, com um património avaliado em 3,2 mil milhões de euros, associado sobretudo à Sociedade Francisco Manuel dos Santos. O seu património está fortemente ligado à Jerónimo Martins, um dos maiores grupos económicos de Portugal, com foco em distribuição alimentar. A fundação da riqueza remonta a Francisco Manuel dos Santos, e foi expandida por Alexandre Soares dos Santos (que faleceu em 2019) e seus herdeiros.  Pedro Soares dos Santos (na foto), o filho de Alexandre ºSoares do Santos é o atual CEO do grupo Jerónimo Martins

Pedro Soares do Santos,
o atual CEO do Grupo Jerónimo Martins

FAMÍLIA GUIMARÃES DE MELLO

A terceira posição é ocupada pela família Guimarães de Mello, com uma fortuna estimada em 3,1 mil milhões de euros. A fortuna da família está historicamente ligada à CUF (Companhia União Fabril), que foi o maior grupo industrial da Península Ibérica. Atualmente, os seus principais interesses concentram-se no Grupo José de Mello que atua em setores estratégicos: saúde, através da rede de hospitais e clínicas CUF, infraestruturas, ngestão de autoestradas via Brisa, agronegócio, através da Sovena uma das maiores empresa de azeite do mundo, e indústria e serviços, com participações nas empresas Bondalti (química) e Efacec.

FAMÍLIA AZEVEDO

Segue-se a família Azevedo, impulsionada para a riqueza pelo falecido Belmiro de Azevedo (fundador da Sonae) é uma das mais ricas de Portugal, com os seus herdeiros Nuno Azevedo, Paulo Azevedo e Cláudia Azevedo a gerirem o império que inclui negócios em centros comerciais, energia e indústria, através de holdings como a Prismore Capital. Os filhos estão desde cedo envolvidos no objetivo de continuarem o legado empresarial familiar, que continua a crescer e que este ano teve o seu património avaliado em 2,79 mil milhões de euros..

GRUPO PESTANA

A fechar o top cinco surge Dionísio Pestana, do Grupo Pestana, com uma fortuna estimada em 1,98 mil milhões de euros, marcando a entrada do grupo no conjunto das cinco famílias mais ricas do país. A família está por trás do Pestana Hotel Group, um império turístico fundado pelo madeirense Manuel Pestana e expandido pelo seu filho, Dioníso Pestana (na foto).

Dionísio Pestana, herdeiro de Manuel Pestana
e atual presidento do grupo

Ainda no top 10 do ranking da Forbes figuram António Silva Rodrigues (Simoldes), Fernando Campos Nunes (Visabeira), a família Alves Ribeiro (Alves Ribeiro Construção), a família Silva Domingues (BA Glass) e Carlos Moreira da Silva (BA Glass).

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