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Este domingo, dia 3, celebra-se o Dia da Mãe. Um dia que, para muitos, é sinónimo de amor e estabilidade. Mas há outras histórias – menos visíveis – onde a maternidade começa com medo, solidão e incerteza.

Na Ajuda de Mãe, em Lisboa, essas histórias cruzam-se todos os dias. Mulheres grávidas, muitas vezes sem rede de apoio, com dificuldades económicas ou emocionais, chegam à procura de respostas – e encontram, antes de tudo, alguém que as ouve.

Creusa Silva (nome fictício), que preferiu manter o anonimato, é uma dessas mulheres. A gravidez surgiu numa altura inesperada, no meio de um contexto familiar já fragilizado.

Eu descobri que estava grávida numa época que eu não esperava, não foi programado e fiquei muito… não aceitava, tipo transtornada, foi uma surpresa assim“, desabafaco ao 24Horas.

O contexto não ajudava: o marido enfrentava um tratamento oncológico e a vida já estava marcada por instabilidade. A dificuldade não era apenas prática. Era emocional: “Eu não me aceitava que estava grávida… eu não me via ainda, tipo, que eu tava grávida. Eu estava mesmo desesperada… não me aceitava que estava grávida e com as dificuldades do trabalho, de gerir o marido, a casa e uma nova criança chegar.

Foi através de uma amiga que chegou à associação – e encontrou o apoio que não conseguia ter fora dali.

Uma resposta que vai muito além do imediato

Criada em 1991, a Ajuda de Mãe é uma instituição de solidariedade social que tem como principal missão apoiar mulheres grávidas, sobretudo em contextos de maior vulnerabilidade, para que o nascimento de um bebé possa representar uma melhoria na vida da mãe e da família.

Ao longo de mais de três décadas, a resposta foi-se alargando. Hoje, o trabalho passa por várias dimensões: acompanhamento psicossocial, apoio psicológico, formação na área da parentalidade e até acolhimento em situações mais críticas.

Temos atendimento e acompanhamento a nível psicossocial, temos três casas de acolhimento… uma que acolhe mães adolescentes, outra que acolhe grávidas adolescentes e outra que acolhe grávidas adultas“, explica a diretora técnica do acompanhamento, Ana Sofia Pires.

Além disso, a associação promove sessões de formação para preparar estas mulheres para a maternidade – desde a gravidez até aos primeiros meses de vida do bebé – ajudando-as a tomar decisões mais informadas e a enfrentar esta fase com maior segurança.

Mas a realidade de quem chega continua a ser marcada por dificuldades profundas. “Apresentam condições de grande vulnerabilidade social… muitas vivem esta fase com grande isolamento social, o que dificulta toda a organização da chegada do bebé“, conta.

Ao longo dos anos, o perfil foi mudando. Hoje há menos gravidezes na adolescência, mas surgem outros problemas mais difíceis de resolver. “A questão habitacional… é um problema muito grave e de difícil resolução.

A capacidade de resposta nem sempre acompanha as necessidades, mas há um esforço constante para garantir apoio ou encaminhamento.

Além do trabalho técnico, a associação depende também da sociedade civil. Voluntários ajudam no dia-a-dia – desde o cuidado de bebés à organização de bens – e os donativos são essenciais para apoiar as famílias.

Roupa, produtos de higiene, alimentos ou enxovais fazem parte do apoio distribuído. Há também a possibilidade de contribuir através da consignação do IRS, uma ajuda importante para manter o funcionamento da instituição.

Um espaço onde se aprende, se partilha e se cria comunidade

Mais do que respostas sociais, a Ajuda de Mãe constrói relações. E isso acontece, sobretudo, nos grupos semanais. Todas as sextas-feiras, grávidas e mães reúnem-se num espaço de partilha. Falam de medos, dúvidas e experiências. Aprendem umas com as outras.

A dinâmica é coordenada por Filipa Andrade, professora de enfermagem da Universidade Católica Portuguesa, que trabalha em conjunto com estudantes finalistas. “A experiência de umas dá para a experiência das outras… a ciência é feita em grupo“, descreve ao 24Horas.

Não há uma lógica rígida de aula. Há conversa, troca e construção coletiva. Os temas são práticos e essenciais: preparação para o parto, primeiros cuidados ao bebé, alimentação, cólicas, sinais de risco. Mas o impacto vai além da informação.

Nós trazemos algum conhecimento, mas elas conhecem os seus filhos… e esta partilha vamos crescendo juntos. Não se sentem sozinhas… acabam por formar uma comunidade“, acrescenta Filipa Andrade.

É precisamente essa comunidade que faz a diferença para muitas mulheres. Aminata Camara, outra mãe, chegou à associação completamente sozinha.

Eu estava sozinha, só eu e ele [o filho] sozinha mesmo. Não tinha ninguém“, recordou.

Sem trabalho e sem rede de apoio, precisava de ajuda urgente. Hoje, já com o filho ao colo, encontra ali um espaço de pertença. E, acima de tudo, um ponto de apoio constante: “Para mim tenho um sítio onde vou perguntar, onde vou pedir, quando eu preciso.

O projeto tem também impacto na formação de futuros profissionais de saúde. As estudantes de enfermagem que participam nas sessões enfrentam uma realidade diferente daquela a que estão habituadas.

Estamos muito habituados a ensinos clínicos mais controlados… aqui é um contacto real com a comunidade“, explicam Beatriz Mendes e Mariana Maia, estudantes do último ano da licenciatura em Enfermagem na Universidade Católica.

Esse contacto direto com diferentes culturas e contextos sociais é, muitas vezes, desafiante. Mas é também uma aprendizagem essencial. “Quanto mais contacto nós tivermos com estas histórias de vida, melhor apoio vamos conseguir dar.

Pedir ajuda pode ser o início de tudo

Entre histórias difíceis, há uma mensagem que se repete: ninguém consegue fazer tudo sozinho.

A primeira coisa que essa mãe tem que fazer é pedir ajuda, porque sozinha a gente não consegue“, diz Aminata.

Creusa reforça a ideia, lembrando o impacto que aquele primeiro contacto teve na sua vida: “Ouvir alguém dizer ‘vai correr tudo bem’… isso não tem preço.

Com o tempo, o medo transforma-se: “Quando a gente tem o bebé, a gente se transforma… a gente olha para o nosso filho e nos dá coragem para enfrentar o dia após dia.

Num dia dedicado às mães, estas histórias mostram que a maternidade nem sempre começa com certezas. Mas, com apoio, pode ganhar um novo significado. E, às vezes, tudo começa com um simples gesto: pedir ajuda.

https://youtu.be/G2jKwn–yfI

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