António José Seguro, de 64 anos, lamentou este domingo, dia 2, a morte de Cândido Mota, destacando o lugar singular que o antigo locutor ocupa na história da rádio portuguesa e na memória pública do País.
Numa nota citada pela Lusa, o Presidente da República considerou que a voz do comunicador “ficará na memória coletiva”, sublinhando o impacto duradouro de uma figura que marcou várias gerações de ouvintes: “Ao longo da sua vida, Cândido Mota foi redescobrindo a sua profissão de locutor, apresentador e ator, reinventando caminhos para si próprio, com entusiasmo e sentido de propósito. A sua voz inconfundível acompanhou-nos durante muitos anos e permanecerá na nossa memória coletiva.”
António José Seguro assinalou também que, em todas as etapas do seu percurso, Cândido Mota “combinou, de forma singular, uma genuína preocupação pelo outro com o humor, deixando uma marca de proximidade e humanismo em todos aqueles com quem trabalhou e conviveu, destacando-se pela forma como, no ‘Passageiro da Noite’, dava voz a quem não a tinha”.
Cândido Mota morreu na madrugada deste domingo, aos 82 anos, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado, segundo confirmou fonte familiar. O desaparecimento do radialista gerou reações de pesar no meio político, cultural e mediático, num reconhecimento transversal do peso que teve na comunicação em Portugal.
Na reação tornada pública ao início desta tarde, o chefe de Estado associou-se a esse reconhecimento coletivo, evocando não apenas a notoriedade da sua voz, mas também a marca deixada por Cândido Mota no espaço público. A formulação escolhida por Belém – “ficará na memória coletiva” – sintetiza a ideia de permanência de um comunicador que ajudou a construir uma relação de proximidade entre a rádio e os ouvintes, num registo que fez escola e atravessou décadas.