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  • “Acreditem em Portugal”, António José Seguro
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Em busca de água para o seu gado e consumo próprio, um agricultor poderá ter encontrado, por mero acaso, uma reserva de petróleo no quintal da sua propriedade. O caso ocorreu no município de Tabuleiro do Norte, no interior do estado do Ceará, Brasil, e está a atrair as atenções da comunidade científica e da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Sidrônio Moreira, movido pela escassez de água que fustiga a região do sertão, decidiu investir na perfuração de um poço. No entanto, ao atingir cerca de 40 metros de profundidade, em vez do recurso hídrico esperado, deparou-se com um líquido escuro, denso e com um odor característico de hidrocarbonetos.

Amostras do material foram recolhidas e enviadas para o Instituto Federal do Ceará (IFCE). Segundo os primeiros testes físico-químicos realizados por engenheiros químicos da instituição, o líquido apresenta propriedades muito semelhantes ao petróleo extraído na Bacia Potiguar, uma região vizinha já conhecida pela exploração petrolífera.

“As análises indicam a presença de hidrocarbonetos. Pela densidade, viscosidade e inflamabilidade, tudo aponta para que se trate, de facto, de petróleo”, explicou um dos técnicos responsáveis pela avaliação. Todavia, os especialistas alertam que a profundidade onde o material foi encontrado é invulgarmente rasa, o que exige estudos geológicos mais aprofundados para confirmar a viabilidade de uma jazida.

Apesar da euforia inicial que tomou conta da pequena localidade, o agricultor enfrenta agora um dilema. De acordo com a Constituição Brasileira, as riquezas do subsolo pertencem à União, o que significa que o proprietário da terra não detém a posse do eventual petróleo, tendo apenas direito a uma pequena percentagem sobre a exploração, caso esta venha a ser autorizada.

Por questões de segurança, e para evitar a contaminação dos lençóis freáticos, a área foi isolada. A ANP já foi formalmente notificada e deverá enviar uma equipa técnica ao local nos próximos dias para realizar vistorias oficiais. Enquanto aguarda por uma definição legal e científica, a família de Sidrônio Moreira permanece numa situação insólita: vivem sobre o que pode ser uma fortuna em “ouro negro”, mas continuam sem ter água potável para as suas necessidades diárias.

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