Rute Cardoso, de 29 anos, concedeu a primeira entrevista desde a morte do marido, Diogo Jota, e do cunhado, André Silva, cerca de um ano após a tragédia que abalou o mundo do futebol. A viúva do internacional luso aceitou o convite da FPF Esports para participar num conteúdo dedicado à ligação do malogrado craque aos videojogos competitivos de futebol, uma das suas maiores paixões fora dos relvados.
Visivelmente emocionada, Rute começou por admitir a dificuldade em abordar o tema: "Longe de encontrar palavras... ainda é um assunto difícil de digerir. Ainda mexe muito comigo, não é fácil para mim exprimi-lo."
A entrevista decorreu no espaço onde Diogo Jota costumava jogar, com Rute sentada na cadeira de gaming do antigo futebolista. Segundo explicou, aquele foi "um dos primeiros" equipamentos adquiridos quando o avançado do Liverpool criou "o seu cantinho dos Esports", projeto que refletia um interesse que o acompanhava desde muito cedo.
"Sempre conheci o Diogo assim, com esta paixão, com este amor. Se ele não desse jogador de futebol, dava jogador dos Esports. Era a paixão dele", recordou.
Diogo Jota foi um dos futebolistas mais envolvidos na indústria dos desportos eletrónicos, recorde-se. Durante a pandemia Covid-19, fundou a Diogo Jota Esports, organização que rapidamente ganhou notoriedade, ao mesmo tempo que a estrela dos reds conciliava a carreira ao mais alto nível com a competição em videojogos de futebol.
Na conversa, Rute descreveu a forma como o marido organizava a rotina para conseguir competir ao mais alto nível também no universo digital: "Houve uma altura em que, ao fim de semana, eles tinham de jogar 40 jogos. Aquilo era uma loucura, porque ele encaixava os jogos no meio dos treinos, no meio dos jogos de futebol. De sexta a domingo, nós não podíamos fazer nada enquanto os jogos não tivessem sido feitos. Esse era o Diogo."
Questionada sobre as recordações que guarda do marido, a viúva reconheceu que revisitar essas memórias continua a ser particularmente doloroso: "Traz-me tudo memórias, e são memórias muito boas, mas, ao mesmo tempo, são muito duras de serem relembradas."
















