Um ano depois de iniciar a procura por um novo espaço em Lisboa, a Academia de Amadores de Música (AAM), instituição histórica fundada em 1884 e com mais de 140 anos de atividade, continua à espera da cedência de um edifício na Avenida de Berna, prometido pela Câmara Municipal de Lisboa, liderada por Carlos Moedas, sem ainda saber quando poderá deixar as atuais instalações no Chiado.

O presidente da AAM, Pedro Barata, explicou, em declarações à Lusa, que a situação continua a ser uma preocupação constante. A academia tem de abandonar o edifício onde funciona atualmente, na Rua Nova da Trindade, mas os prazos para a saída têm sido sucessivamente adiados.

Inicialmente, a instituição tinha de deixar as instalações até agosto de 2025. O prazo foi depois prolongado por mais um ano e existe agora a possibilidade de a saída apenas acontecer no final do ano letivo 2026/2027.

Apesar dos sucessivos adiamentos, a academia continua sem uma solução definitiva. “É uma preocupação constante, porque a qualquer momento o proprietário pode encontrar um comprador”, afirmou Pedro Barata, explicando que, nesse caso, a instituição será notificada da necessidade de abandonar o espaço.

O problema arrasta-se desde 2022, altura em que a Academia de Amadores de Música começou a alertar para o risco de ficar sem instalações para continuar a sua atividade de formação musical.

A dificuldade surgiu depois de a renda do edifício no Chiado ter aumentado de 542 euros para 3.728 euros por mês, um valor que a instituição não consegue suportar. Ao mesmo tempo, o proprietário manifestou intenção de vender o imóvel.

A possibilidade de transferência para um edifício na Avenida de Berna surgiu como uma solução para garantir a continuidade da academia, mas, passado um ano, a instituição continua à espera da cedência do espaço.

Com mais de um século de história dedicado ao ensino e à divulgação da música, a AAM mantém atualmente a atividade no Chiado enquanto aguarda uma resposta definitiva que permita assegurar o futuro da instituição em Lisboa.