O movimento Acampada de Lisboa apelou à participação da população numa manifestação contra a especulação imobiliária e pela defesa do direito à habitação, marcada para sábado, às 15:00. O protesto, sob o lema “Não temos casa, montamos tendas!”, terá início no Marquês de Pombal e terminará na Praça do Rossio.

A iniciativa foi uma das decisões aprovadas na quinta assembleia popular do movimento, realizada na quarta-feira, no Rossio, que reuniu centenas de pessoas. Os participantes decidiram ainda manter assembleias populares diárias, às 19:00, e apelar à CGTP-IN e à UGT para convocarem uma greve geral pela habitação a 11 de novembro.

Entre as principais reivindicações estão a revisão da lei do arrendamento, o fim dos despejos e das demolições sem alternativa habitacional, a limitação da aquisição de casas por fundos imobiliários e o reforço da habitação pública. O movimento defende também limites às rendas e a recuperação de imóveis devolutos para habitação.

Os protestos estendem-se a outras cidades. No Porto, está igualmente prevista uma manifestação para sábado, ainda sem hora definida, enquanto Braga acolhe uma assembleia popular entre as 15:00 e a meia-noite.

Em Lisboa, os protestos pela habitação intensificaram-se desde o passado sábado. Na terça-feira, a polícia removeu tendas instaladas no Rossio e deteve 55 manifestantes, que deverão ser presentes a um juiz a 27 de outubro.

O movimento promete continuar a mobilização contra a crise habitacional, que também tem motivado protestos noutras cidades do País.