Milhares de pessoas continuam a manifestar-se este sábado, dia 31, em Lisboa, Porto e noutras cidades do País, pelo direito à habitação, numa nova jornada de protesto que promete prolongar-se pela noite dentro, com a instalação de tendas na Praça do Rossio, apesar da oposição expressa da PSP.
A manifestação arrancou pouco depois das 17:00, no Largo de Camões, uma semana após o protesto que reuniu milhares de pessoas na Avenida da Liberdade e terminou com uma polémica intervenção policial no Rossio.
Ao som de palavras de ordem, palmas e cânticos, os manifestantes percorreram as ruas do Chiado, contornando as esplanadas e seguindo pela Rua Garrett em direção ao Rossio. Apesar do ambiente ruidoso e reivindicativo, o desfile está a decorrer de forma ordeira e a passo lento.
O principal foco de tensão está reservado a praça, onde os organizadores pretendem voltar a montar um acampamento de protesto.
Feijó, um dos porta-vozes da Acampada de Lisboa, confirmou à agência Lusa a intenção de instalar tendas e permanecer no local durante a noite, contrariando a posição da PSP, que já reiterou que não permitirá a ocupação.
Questionado sobre uma eventual resistência à intervenção policial, o ativista esclareceu que qualquer decisão dependerá da vontade expressa pelos próprios manifestantes.
O protesto surge num clima de contestação à política de habitação do Governo AD, liderado por Luís Montenegro, e de críticas à atuação policial na semana anterior.

















