As negociações para desbloquear a compra da Warner Bros. Discovery pela Paramount continuam sem acordo, mas a oposição dentro do grupo de 12 estados que levou o processo a tribunal está a aumentar.
Quatro procuradores-gerais, de Minnesota, Nova Iorque, Connecticut e Washington, estão a pressionar para que não seja aceite, para já, a solução defendida pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta. O grupo considera que as condições atualmente discutidas são demasiado favoráveis à Paramount.
Keith Ellison, procurador-geral de Minnesota, juntou-se à resistência liderada por Letitia James, de Nova Iorque, e William Tong, de Connecticut, enquanto Nick Brown, de Washington, deverá igualmente fazer parte do grupo.
Um dos principais pontos de discórdia é a proposta de criação de um conselho ou “consultor editorial” independente para acompanhar a CNN e a CBS News. Os quatro estados consideram que o mecanismo não terá poderes suficientes para garantir a independência editorial.
Entre as restantes condições em discussão está a separação dos estúdios Paramount e Warner Bros. durante pelo menos dois anos e a possibilidade de existirem penalizações financeiras caso a nova empresa não cumpra o compromisso de lançar pelo menos 30 filmes por ano nos cinemas.
Negociações ficam em suspenso
As conversações decorreram durante este fim de semana e deverão ser retomadas, na terça-feira, dia 22, depois do feriado de Yom Kippur. O prazo é particularmente importante para a Paramount, que enfrenta uma taxa diária de sete milhões de dólares aos acionistas da Warner Bros. Discovery a partir de 1 de outubro.
Apesar dos avanços nas negociações, o gabinete de Bonta continua sem confirmar qualquer acordo: “As potenciais negociações de acordo são confidenciais. Não podemos confirmar nem negar se as negociações de acordo estão ocorrendo ou qual o seu suposto conteúdo.”
A compra, avaliada em cerca de 110 mil milhões de dólares, continua também condicionada pelo processo judicial. O julgamento está marcado para 2 de março de 2027.
A Paramount terá ainda ameaçado abandonar a Califórnia caso não consiga avançar com a aquisição, aumentando a pressão sobre Bonta. Entre as soluções discutidas está um eventual acordo que permita manter temporariamente as empresas separadas enquanto o processo antitrust continua.
Por agora, porém, os quatro estados mantêm a oposição a um entendimento que consideram demasiado brando, deixando a conclusão da fusão ainda longe de estar garantida.

















