A recente visita do sultão de Omã a Angola deu um novo passo na aproximação económica com a assinatura de 13 instrumentos jurídicos avaliados em mais de 1,4 mil milhões de dólares, sendo que o pacote inclui seis acordos e sete memorandos de entendimento nas áreas política, diplomática, fiscal, transportes, agricultura, investimento e energia.

João Lourenço abriu as portas ao investimento privado omanita em sectores considerados prioritários, como agricultura, pecuária, pescas, recursos minerais, petróleo e gás, produção de energia elétrica e indústria farmacêutica, tendo o chefe de estado angolano destacado ainda a entrada em funcionamento este ano do African Bank of Oman, em Luanda, e a presença de empresas de Omã nas minas de Catoca e Luele.

Do lado omanita, o sultão Haitham bin Tariq apontou petróleo, mineração, segurança alimentar e transportes marítimo e aéreo como áreas com forte potencial de crescimento, sendo que entre os entendimentos assinados está ainda um acordo para eliminar a dupla tributação e um memorando no domínio da energia, abrangendo ‘upstream’, ‘midstream’ e ‘downstream’.

O objetivo declarado dos dois países é transformar a aproximação política em investimento, comércio e projetos concretos, sendo que a instalação de missões diplomáticas em Luanda e Mascate é também apontada como um passo para dar continuidade à nova agenda bilateral.