A Zona Económica Especial já permitiu criar mais de 20 mil postos de trabalho diretos e indiretos desde a sua entrada em funcionamento, em 2009. O perímetro reúne atualmente 235 projetos pertencentes a 92 empresas, distribuídas por diferentes áreas da atividade económica.

Os dados foram divulgados pelo administrador executivo da instituição, Adriano Celso Borges, durante a Feira Internacional de Benguela. Entre os sectores representados encontram-se a construção civil, saúde, indústria, comércio, serviços, produção alimentar, cosmética e bebidas.

A administração da Zona Económica Especial pretende elevar para 50 mil o número de empregos criados nos próximos anos. Para alcançar esta meta, procura captar investimentos de maior dimensão e estabelecer novas plataformas industriais e logísticas em diferentes pontos do território.

Benguela e o Corredor do Lobito surgem como áreas prioritárias devido à combinação entre o porto, o caminho-de-ferro e as ligações aos mercados da República Democrática do Congo e da Zâmbia. O objectivo é aproveitar estas infra-estruturas para facilitar a exportação de produtos fabricados em Angola e reduzir os custos de circulação das mercadorias.

O crescimento do número de empresas constitui um sinal positivo, mas os resultados deverão ser avaliados também pela qualidade e estabilidade dos empregos, pelo volume de produção nacional e pelas exportações efectivamente geradas. A expansão da Zona Económica Especial só produzirá mudanças estruturais se for acompanhada por formação profissional, energia fiável, acesso ao crédito e integração dos fornecedores angolanos.