Angola investiu cerca de 99 mil milhões de dólares na exploração petrolífera durante os últimos nove anos, período em que foram perfurados 38 poços e concretizadas 16 descobertas. Os números foram apresentados pelo ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, na abertura da Conferência Angola Oil & Gas.

Durante o mesmo período foram negociadas 72 novas concessões petrolíferas, das quais 44 já se encontram assinadas e 28 permanecem em fase de aprovação. O Governo pretende, desta forma, renovar as reservas disponíveis, travar o declínio da produção e garantir a exploração de novos recursos a longo prazo.

Angola está igualmente a apostar no gás natural, que deixou de ser encarado apenas como um subproduto da extração de petróleo. Os projetos de Quiluma e Maboqueiro, a produção de fertilizantes no Soyo e a expansão da capacidade de refinação procuram ligar os recursos energéticos à indústria, agricultura e produção de eletricidade.

Apesar de reafirmar que Angola continuará a produzir hidrocarbonetos, Massano defendeu uma transição energética gradual, equilibrada e compatível com as necessidades económicas do país. O Executivo pretende combinar petróleo e gás com energia hidroelétrica, solar, eólica e biomassa.

O desafio passa agora por garantir que uma parcela maior da riqueza criada pelo sector permanece no país, através da contratação de empresas angolanas, da formação de quadros, da geração de emprego e da transformação industrial dos recursos.