Um documento enviado pela produtora do filme Dark Horse à revista piauí trouxe um novo elemento para a investigação sobre o financiamento da produção. Os metadados do ficheiro PDF mostram que o documento foi criado pelo advogado Paulo Calixto, amigo de Eduardo Bolsonaro e administrador do Havengate, fundo norte-americano que recebeu recursos enviados pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
Calixto não aparece formalmente como produtor, executivo ou integrante da equipa da Go Up, responsável pelo filme. Mesmo assim, o seu nome consta nos metadados do documento enviado pela produtora em resposta às 146 perguntas feitas pela piauí sobre o financiamento e a produção de Dark Horse.
A revista questionou a Go Up sobre a presença de Calixto no ficheiro. Michael Davis, sócio da produtora, negou qualquer participação do advogado e afirmou que o escritório da empresa no Brasil deveria explicar a situação. Karina da Gama, também sócia da Go Up, apresentou explicações sobre o documento e, posteriormente, afirmou não saber quem o havia escrito.
A ligação de Calixto ao caso ganha relevância porque ele administra o Havengate, fundo utilizado para receber os recursos enviados por Daniel Vorcaro para o filme. A Polícia Federal investiga o percurso desse dinheiro e procura esclarecer como os valores foram movimentados e qual foi o destino dos recursos.
Segundo a piauí, os recursos enviados por Vorcaro podem chegar a 14 milhões de dólares, cerca de 72 milhões de reais. Há dúvidas sobre se parte desse dinheiro terá sido desviada para financiar a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A investigação procura esclarecer o percurso dos recursos e o papel de cada interveniente na estrutura financeira ligada ao filme.
Documentos relacionados com a produção apresentam Eduardo Bolsonaro, em diferentes momentos, como “produtor executivo” e “financiador”. O deputado afirmou ter investido 50 mil dólares do próprio dinheiro no projeto e disse que o valor foi posteriormente devolvido.
















