A Câmara Municipal de Almada, os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada (SMAS) e a EPAL vão assinar um acordo para estudar uma nova solução que permita reforçar a segurança e a capacidade de abastecimento de água no concelho.
O estudo vai analisar dois cenários possíveis: um com capacidade entre quatro e seis milhões de metros cúbicos de água por ano e outro que poderá atingir entre 10 e 12 milhões. A intenção é criar uma alternativa às atuais fontes de abastecimento e tornar o sistema mais resistente a períodos de maior pressão.
Atualmente, Almada depende exclusivamente de captações subterrâneas no aquífero da Península de Setúbal. Com este acordo, pretende-se avaliar a introdução de água de origem superficial, reduzindo a dependência das reservas subterrâneas e os riscos associados às alterações climáticas.
A EPAL ficará responsável pelo desenvolvimento do estudo, podendo recorrer a especialistas externos, e suportará os custos do trabalho. As conclusões serão depois partilhadas com a Câmara de Almada e os SMAS.
A medida surge após um verão complicado no concelho, que esteve em situação de alerta entre julho e agosto devido a sucessivas falhas no abastecimento. A situação motivou vários protestos por parte da população.
Entretanto, no início de setembro, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou que o Governo pretende encontrar, no prazo de quatro meses, uma solução para reforçar o abastecimento de água na Margem Sul. Entre as hipóteses em análise estão a Barragem de Castelo de Bode e o Rio Tejo.
















