A presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, de 58 anos, reuniu-se com a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho (71), esta quinta-feira, dia 9, na sequência das falhas de abastecimento da água no concelho. No final do encontro, a governante garantiu que a situação vai ser regularizada dentro de "duas a três semanas".

Quando confrontada pelos jornalistas se estaria a fugir aos cidadãos, Inês de Medeiros garantiu enfrentar o problema e sugeriu a existência de puxadas ilegais. Por seu lado, Maria da Graça Carvalho lembrou que há 300 litros de água disponíveis por dia por habitante em Almada, um número que diz ser superior à média nacional –180 litros –, acrescentando que, nos últimos seis meses, até houve um aumento deste valor.

A ministra revelou, ainda, os próximos passos a seguir para resolver a situação: “O primeiro ponto foi a necessidade urgente de estabilizar o sistema e de todos terem consciência de reduzir aos consumos essenciais. O segundo: aumentar as fontes de água. E temos já, tem a Câmara, porque estes serviços são serviços municipalizados, tanto em baixa como em alta, a Câmara já tem um furo que vai entrar até ao fim de semana em funções, que já vai aumentar cerca de 20% as fontes de água e já foi identificado um outro furo, esse sim muito grande, que vai praticamente suprir as quantidades de água necessária."

A governante referiu que os trabalhos, cujos preços serão "relativamente baixos", deverão ficar concluídos dentro de “duas a três semanas.” Falta apenas, segundo a mesma, licenciar os trabalhos de abertura do furo junto da Agência Portuguesa do Ambiente, cujos pedidos foram feitos na manhã desta quinta-feira, 9.

Várias localidades do concelho de Almada, recorde-se, têm sido afetadas por sucessivas falhas de água. Há semanas que os moradores, desesperados, se vêm obrigados a armazenar água em recipientes, quando esta corre nas torneiras, para ser utilizada mais tarde, quando o abastecimento falha.

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