Patrick Drahi enfrenta uma nova frente de contestação em França. Os trabalhadores da SFR, operadora de telecomunicações controlada pela Altice, mantêm a greve convocada para esta quinta-feira, 24 de setembro, depois de as negociações sobre o futuro da empresa terem terminado sem acordo.
Segundo o jornal francês La Tribune, a reunião entre os sindicatos e o consórcio interessado na compra da SFR — formado por Orange, Bouygues Telecom e Free — não produziu concessões adicionais. Os representantes dos trabalhadores consideram insuficientes as indemnizações previstas para quem sair e exigem garantias mais sólidas para quem permanecer.
A SFR emprega cerca de oito mil pessoas. De acordo com o cenário apresentado aos sindicatos, aproximadamente três mil transitariam para as empresas compradoras, enquanto cinco mil ficariam na SFR SA, encarregada, em grande medida, da transferência de clientes. O consórcio promete manter os postos de trabalho destes últimos até ao início de 2029, mas os sindicatos receiam o que acontecerá depois dessa data.
Há ainda críticas à falta de oportunidades de recolocação. Os compradores preveem uma proposta por trabalhador que queira continuar em funções; os sindicatos reclamam pelo menos três. Para obter documentação sobre o projeto, os representantes dos trabalhadores recorreram à justiça.
A greve coloca sob pressão a operação que poderá pôr fim ao controlo de Drahi sobre uma das maiores operadoras francesas. Estão previstas novas rondas negociais para 25 e 30 de setembro.

















