O Presidente angolano, João Lourenço, autorizou a extinção da Empresa Nacional de Cimentos de Angola, conhecida como Nova Cimangola, e concedeu ao Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE) um prazo de 12 meses para concluir o processo de liquidação.
A decisão consta de um decreto presidencial, onde é justificada a medida com o facto de a empresa ter deixado de cumprir os objetivos que estiveram na origem da sua criação e já não ser considerada essencial na carteira empresarial pública.
Caberá agora ao IGAPE conduzir todas as operações relacionadas com a liquidação e assegurar, durante esse período, a gestão dos ativos detidos pelo Estado na cimenteira. O processo deverá envolver a avaliação do património, o apuramento de responsabilidades, a regularização de eventuais dívidas e a definição do destino dos bens e participações da empresa.
Criada entre 1954 e 1957 e nacionalizada em 1978, a Cimangola adoptou, em 2005, a designação Nova Cimangola. A sua extinção encerra um longo capítulo da indústria cimenteira angolana e enquadra-se na estratégia de reorganização do sector empresarial público, através da eliminação de estruturas consideradas sem utilidade estratégica ou sem capacidade para cumprir a missão que lhes foi atribuída.

















