No dia em que se assinalam 38 anos do incêndio do Chiado, a Câmara Municipal de Lisboa recordou aquela que é uma das maiores tragédias da história recente da cidade através da partilha um vídeo produzido com recurso a ferramentas de Inteligência Artificial (IA). A publicação, divulgada nas redes sociais do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, esta terça-feira, dia 25, procura reconstituir visualmente o incêndio que, a 25 de agosto de 1988, deflagrou nos Armazéns Grandella e rapidamente se propagou pelas ruas envolventes.
O fogo destruiu mais de vinte edifícios, provocou dezenas de feridos e deixou centenas de pessoas desalojadas. Entre as duas vítimas mortais esteve o bombeiro sapador Joaquim Catana Ramos, de 31 anos, que morreu durante as operações de combate às chamas. A dimensão da destruição atingiu o coração do centro histórico de Lisboa e marcou profundamente a cidade.
A reconstituição divulgada pela autarquia foi produzida a partir de fotografias da época, incluindo imagens do fotógrafo Agostinho Gonçalves. Através da IA, as imagens históricas são animadas e transformadas numa representação do incêndio, permitindo visualizar de forma mais próxima a dimensão da tragédia. A Câmara de Lisboa alerta, contudo, que estas ferramentas “não garantem uma precisão histórica total”.
A publicação foi divulgada precisamente no Dia Municipal do Bombeiro, celebrado a 25 de agosto em homenagem à memória dos profissionais que perderam a vida e daqueles que continuam a proteger a população de Lisboa. Ao recuperar imagens do incêndio do Chiado quase quatro décadas depois, a autarquia pretende também preservar a memória de uma tragédia que transformou para sempre a paisagem e a história da capital.

















