A Apple e a Google estão a ser pressionadas para removerem das suas lojas virtuais aplicações que recorrem à Inteligência Artificial para gerar imagens de pessoas sem roupa a partir de fotografias, sem o consentimento das vítimas. A iniciativa partiu do advogado David Chiu, de São Francisco, que enviou notificações às duas empresas e identificou 13 aplicações com este tipo de funcionalidades, defendendo que representam uma violação da privacidade e facilitam a criação de conteúdos abusivos.
Além de exigir a remoção destas aplicações da App Store e da Play Store, Chiu defende que a Apple e a Google devem deixar de colaborar com os programadores responsáveis pelo seu desenvolvimento. O advogado considera ainda que ambas as empresas lucraram com a presença destas aplicações nas suas plataformas e apela a uma fiscalização mais rigorosa dos conteúdos disponibilizados nas lojas virtuais.
As duas tecnológicas já reagiram às notificações. A Apple garante que a App Store foi concebida para ser um espaço seguro e afirma que as suas políticas proíbem aplicações destinadas a gerar ou distribuir conteúdos pornográficos. A empresa revelou ter removido três das aplicações referidas e estar a encerrar as contas dos respetivos programadores, além de investigar outros casos que poderão resultar em novas sanções.
Também a Google assegura que as suas regras proíbem explicitamente aplicações com este tipo de conteúdo e afirma já ter eliminado centenas de apps semelhantes da Play Store. A empresa indicou que tomou conhecimento de cinco das aplicações mencionadas por David Chiu através da notificação enviada pelo advogado e garante que atua rapidamente sempre que identifica violações das suas políticas.

















